Rio de Janeiro, 04/10/1996
Ao ler suas palavras
meu coração treme
como um galho seco
de uma árvore no outono
e as folhas que caem
com o vento são prova
de que espero o verão para poder,
lhe mostrar meu esplendor,
e a primavera para lhe dar meus frutos.
Como um barco em meio a tempestade,
encontrei você
que é a ilha mais linda de todos os sete mares.
Suas praias são virgens e belas
como seu rosto ao luar, e
a cada dia fico mais apaixonado por não vê-la
e desesperado por tê-la e
não poder tocá-la.
Suas palavras são doce e leves
mas sabes ser dura quando é necessário
Suas broncas são gostosas de ler,
pois sei que estás pensando em mim
e neste momento estou pensando em ti.
No acontecimento estamos juntos, tão
próximos que não há nada que nos separe,
porém estamos usando capuzes e
nunca conseguimos ver nossos rostos.
Quando isto acontecer
os céus serão abalados
e os deuses saberão
que amor maior nunca foi visto
e que a fúria da inquietude irá se juntar
a vontade de querer retomar o tempo perdido.
Serei teu eterno poeta e tu
serás minha eterna musa.
Sou teu e só teu...
Ainda não és minha...
Daniel Braga